Mandaram-me um video de mim, bêbeda, a vomitar no comboio. Foi motivo de riso, mas será que ninguém vê que por trás daqueles olhos, existe uma alma profundamente perdida?
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quarta-feira, 17 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
domingo, 7 de setembro de 2014
Morte
"Não sei lidar com a morte ponto final parágrafo. Mas alguém sabe??" Eu como já tive algumas vezes em contacto com a morte, sinceramente parece-me como uma etapa da vida como outra qualquer.
Não acredito em vida após morte, portanto a minha única preocupação é averiguar se a pessoa sofreu nos últimos momentos de vida. A verdade é que pouco ou nada me emociona os eventos fúnebres, mas tento dar palavras de apoio a quem está à minha volta. Posso dizer que chego a sentir uma certa inveja, um sentimento de tristeza por não ter ninguém igualmente importante com o qual na sua ausência, me sentiria perdida por dias, meses, anos...
Não consigo enumerar uma pessoa a quem eu esteja emocionalmente ligada a ponto de sentir saudades insuportáveis ou chorar e as 2 únicas pessoas com o qual tive este tipo de ligação no passado, acabaram por me deixar. Penso frequentemente que se eles tivessem partido de corpo e alma (e não só de alma), a dor das suas perdas seria mais suportável, porque me teriam abandonado por uma ironia do destino e não porque achavam que eu não valia a pena, ou pior, que eu nunca signifiquei algo para eles.
Pergunto-me quando encontrarei uma pessoa assim outra vez. Mais de que um namorado, eu quero um(a) melhor amigo(a) a sério. Pergunto-me quando serei amada outra vez, quase já não me lembro dessa sensação.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Amigos ou conhecidos?
Pessoalmente sinto-me uma princesa a teu lado e recrimino-me por todas as dúvidas que tive em relação a nós. Por mensagens, as inseguranças voltam todas e começo a pensar que nunca houve verdadeiramente amizade, que apenas me aguentaste com o objectivo de termos momentos de intimidade juntos. Não que eu tivesse problemas em estar contigo dessa forma, sem sentimentos envolvidos, mas se for assim gostava que tivesses sido honesto comigo. Acho que a nossa amizade colorida, acabou por ser apenas o colorida e isso faz-me sentir triste, porque te considerava o meu melhor amigo e já tinha alguns planos em mente para quando tivéssemos juntos, mas tu não me pareces minimamente interessado em amizade. Dizes que somos amigos, mas pelo teu conceito de amizade aquela rapariga de quem uma pessoa nem gosta muito, mas falava constantemente porque temos actividades em comum, seria minha amiga. Quanto a ela, nunca mais vou falar na vida provavelmente.
Pergunto-me se teremos o mesmo fim.
Pergunto-me se teremos o mesmo fim.
quarta-feira, 13 de agosto de 2014
Young and Beautifull (contém spoilers)
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| "Como não se é muito infeliz, esquece-se que não se é feliz" |
É esta a história do filme. Não há propriamente uma razão para ela ter começado a ter este tipo de atividades. Sentia-se vazia, então tudo lhe parecia sem importância. Identifiquei-me bastante com a personagem e é um filme que aconselho, sem dúvida. Embora possa ter cenas consideradas chocantes, a mim não me custou nada entendê-la. Já me passou várias vezes pela cabeça este tipo de pensamentos (embora não acho que alguma vez fosse capaz de os passar à ação) Sei que é dificil de compreender e que se as pessoas eventualmente descobrissem me iriam rotular de puta, mas seria uma forma de obter dinheiro como outra qualquer a meu ver. Para mim o sexo apenas é especial, quando partilhado com alguém que amamos. Caso contrário, não passa de um ato banal, que pouco ou nada significa, e que pode ser usado para nos ajudar a escapar da realidade por breves momentos.
sábado, 26 de julho de 2014
Verão'14
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| Fuck your morals. Drink away your sorrows. Live your life and be happy. Don't Think about tomorrow. It's all about you. |
Eu não queria estar tão mal como estive no início do ano lectivo anterior. Decidi fazer algo em relação a isto: comecei a fazer planos, experimentar coisas novas, a "colar-me" a pessoas, a estar mais vezes com o Paulo, a vaguear pela cidade em locais relativamente isolados. E está a resultar, a minha mente distrai-se. Embora ainda tenha sentimentos de solidão e inadaptação quando estou sozinha, quando estou lá fora, os meus pensamentos destrutivos desaparecem momentaneamente. Distraio-me de formas não convencionais, cortando cada dia que passa no calendário, esperando desesperadamente que a vida universitária chegue e que seja melhor do que o que eu tenho vivido até agora.
No entanto sinto que estas vivências me estão a afastar dos meus 2 verdadeiros amigos. Encontro-me dividida. Sinto-me ainda pior comigo própria a pensar nesta realidade e, consequentemente, não quero estar sozinha comigo própria e com esses pensamentos.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Friends with beneficts
Somos amigos coloridos (embora publicamente sejamos namorados). O nosso sentimento um pelo outro não passa de amizade, mas os nossos gestos ultrapassam esse sentimento.
Ele não é o conhecido a que vulgarmente se chama de "amigo". Não. Ele é a pessoa em quem eu confio plenamente, o primeiro que me passa pela cabeça quando estou triste, a razão pela qual pego no telemóvel mal acordo, a pessoa que me faz rir,me faz chorar, me abraça, me faz cócegas, me provoca esperando que os meus lábios se dirijam aos seus sob a forma de o calar.. Se algo se passa, ele consegue ler-mo no olhar.
Tenho medo de me apaixonar por ele, até porque ambos concordámos que não iríamos namorar, visto que não era conveniente para nenhum dos dois.
Mas por vezes à noite, penso na nossa despedida. Tenho medo de nos afastarmos demasiado em setembro, tenho medo de estar demasiado envolvida. Acho que não estou apaixonada por ele, e tenho noção que não sou eu a razão de ele não querer investir em algo sério, mas mesmo assim dou por mim a refletir na sorte que as ex-namoradas dele tiveram. Gostava que fosse possível o nosso amor ou que pelo menos pudéssemos dar uma oportunidade, gostava que ele me visse como as viu a elas. Estarei demasiado envolvida? Estarei apaixonada? Eu sei que no fundo para mim uma relação não era o ideal neste momento, visto que ainda estou em fase de recuperação, mas mesmo assim ... parte de mim deseja ouvi-lo dizer "e se déssemos uma oportunidade?"
Não quero falar do assunto com ele, sei que ele iria supor que eu me estava a apaixonar por ele, e iria querer acabar tudo e eu não quero isso. Estes pedacinhos de felicidade com ele é o que está a tornar este verão tão especial, porque ele é a primeira pessoa em quem até pessoalmente sinto uma cumplicidade interior. Além disso, ele iria-se sentir culpado por aparentemente me estar a usar, quando ele sempre foi honesto comigo. Dou por mim momentaneamente revoltada por ele me tratar tão bem, por ele ser, simplesmente, tão fácil de se gostar.
Espero que não nos afastemos em Setembro. Espero encontrar alguém como ele no futuro. Espero que ele encontre melhor que eu. Sobretudo, espero que ele seja feliz.
.
terça-feira, 15 de julho de 2014
Á procura de mim
Em noites de
solidão,
Sou invadida
por pensamentos por mim não desejados.
Com os
sentimentos descontrolados.
Memórias de
infância…
As boas? Guardo-as com saudade.
(escondendo porém uma profunda revolta)
As más? Preservo-as contra própria vontade.
Cresci.
Oh adolescência!
Porquê que para mim apenas reservaste
Dor, sofrimento, diferença, decadência?
Diferença? Quem és?
Porque me acompanhas? Porque não me deixas tu?
Talvez sejas o meu fado,
Constantemente me lembrando que sou apenas um ser indesejado.
As boas? Guardo-as com saudade.
(escondendo porém uma profunda revolta)
As más? Preservo-as contra própria vontade.
Cresci.
Oh adolescência!
Porquê que para mim apenas reservaste
Dor, sofrimento, diferença, decadência?
Diferença? Quem és?
Porque me acompanhas? Porque não me deixas tu?
Talvez sejas o meu fado,
Constantemente me lembrando que sou apenas um ser indesejado.
Não! Estou
farta!
Quero ser feliz!
Quero quebrar esta história que me persegue,
Irei encontrar alguém que a minha alma sossegue!
E após estes breves segundos de determinação,
Vejo me invadida novamente por dúvidas existenciais.
No meu mapa apenas tenho traçado o ponto de partida e de chegada,
Falta-me luz no caminho, falta-me os pontos cardeais.
Volto a mim, desiludida.
Serei eu capaz de encontrar a fórmula da felicidade?
Estarei de facto condenada?
Alguém me dê um sinal de esperança, de vida!
Nada.
Será este silêncio sinónimo do meu trágico fim?
Ou será este silêncio o sinal por mim tão desejado?
Um mundo desconhecido, onde as repostas apenas serão encontradas em mim.
Será felicidade o que sinto ou uma trágica ilusão?
Encontrar-me-ei na presença do sinal ou na sua ausência?
Interiormente a coragem sobrepõe-se ao medo,
Eis a resposta, penso, proveniente da minha essência.
Quero quebrar esta história que me persegue,
Irei encontrar alguém que a minha alma sossegue!
E após estes breves segundos de determinação,
Vejo me invadida novamente por dúvidas existenciais.
No meu mapa apenas tenho traçado o ponto de partida e de chegada,
Falta-me luz no caminho, falta-me os pontos cardeais.
Volto a mim, desiludida.
Serei eu capaz de encontrar a fórmula da felicidade?
Estarei de facto condenada?
Alguém me dê um sinal de esperança, de vida!
Nada.
Será este silêncio sinónimo do meu trágico fim?
Ou será este silêncio o sinal por mim tão desejado?
Um mundo desconhecido, onde as repostas apenas serão encontradas em mim.
Será felicidade o que sinto ou uma trágica ilusão?
Encontrar-me-ei na presença do sinal ou na sua ausência?
Interiormente a coragem sobrepõe-se ao medo,
Eis a resposta, penso, proveniente da minha essência.
Com um olhar
cego, talvez, prossigo
Confiante no futuro próximo que me espera.
O passado, esse já não me define,
Mas a ausência de saber quem o fará, me desespera.
Continuo deitada na minha cama,
Desta vez com lágrimas que me percorrem o rosto.
É a minha última oportunidade,
A última ocasião para encontrar a felicidade.
Confiante no futuro próximo que me espera.
O passado, esse já não me define,
Mas a ausência de saber quem o fará, me desespera.
Continuo deitada na minha cama,
Desta vez com lágrimas que me percorrem o rosto.
É a minha última oportunidade,
A última ocasião para encontrar a felicidade.
Oh Lisboa!
Já sinto o teu cheiro, o teu calor.
Já sinto o teu cheiro, o teu calor.
Não te irei esquecer
Com amor,
Izzie
Com amor,
Izzie
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Paulo
Hoje vou falar-vos do Paulo. Recentemente começamos a namorar. As coisas aconteceram de uma coisa bastante romântica até. Saímos com amigos que temos em comum e conhecemo-nos numa espécie de montanha russa. Fomos os dois sozinhos,o nosso primeiro diálogo foi um bocado awkward , até porque eu tremia por todo o lado porque morro de medo de alturas! (e foi a primeira vez que andei numa diversão deste género, imaginem).
A partir daí começamos a falar e convidei-o para ser o meu par no baile. À meia-noite houve os foguetes e nós fomos ver para uma zona reservada e as coisas acabaram por acontecer naturalmente. Foi um momento fofinho e ele trata-me muito bem mesmo. Nunca pensei ser tão bem tratada, por ele ou por outra pessoa. Sinceramente, ao ínicio, achei que iria ser apenas uma curte, mas ele parece-me ser um rapaz bastante sério e os namoros que teve foram de longa data.
Estou contente por estar com ele, mas também há muitos receios, uma vez que ele já teve com outras pessoas, ao contrário de mim. A minha ida para Lisboa em Setembro, também não facilita as coisas, mas tento ir com calma e não pensar muito nisso. Gosto de estar com ele e é uma coisa demasiado recente para simplesmente mudar os meus planos de vida. Não o farei. Estou a tentar viver o presente. Até posso ter um acidente até Setembro, who knows? Não me vou preocupar com o futuro. Hoje estou feliz, quero aproveitar este momento.
A partir daí começamos a falar e convidei-o para ser o meu par no baile. À meia-noite houve os foguetes e nós fomos ver para uma zona reservada e as coisas acabaram por acontecer naturalmente. Foi um momento fofinho e ele trata-me muito bem mesmo. Nunca pensei ser tão bem tratada, por ele ou por outra pessoa. Sinceramente, ao ínicio, achei que iria ser apenas uma curte, mas ele parece-me ser um rapaz bastante sério e os namoros que teve foram de longa data.
Estou contente por estar com ele, mas também há muitos receios, uma vez que ele já teve com outras pessoas, ao contrário de mim. A minha ida para Lisboa em Setembro, também não facilita as coisas, mas tento ir com calma e não pensar muito nisso. Gosto de estar com ele e é uma coisa demasiado recente para simplesmente mudar os meus planos de vida. Não o farei. Estou a tentar viver o presente. Até posso ter um acidente até Setembro, who knows? Não me vou preocupar com o futuro. Hoje estou feliz, quero aproveitar este momento.
domingo, 15 de junho de 2014
Família
[Pensando bem, acho que é uma das razões pela qual eu quero adoptar. Se algum dia me aceitarem como mãe (eu não pretendo adoptar crianças pequenas), não quero que seja por termos o mesmo sangue.]
domingo, 8 de junho de 2014
"Faz um favor ao mundo e pára de respirar"
![]() |
| It's better to be yourself and have no friends, than it is to be like your friends and have no self. |
Acabei de reler uma discussão grave que tive com o Francisco em 2011. Na altura tinha uma crush nele, mas ainda nem melhores amigos éramos. Parámos de falar e passado uns meses fizemos as pazes. Disse-me coisas mesmo graves e hoje olho para trás e vejo como fui parva em fazer as pazes com ele. Cada vez que leio aquela conversa sinto-me indisposta fisicamente só de pensar que depois de tudo aquilo ainda fomos melhores amigos. Ao reler a conversa, o sentimento de saudade que senti inicialmente foi substituído por raiva, tristeza e desilusão.Enfim, não posso alterar o passado, mas sem dúvida que vou ser muito mais cautelosa na universidade e principalmente não deixar que as pessoas me pisem, mesmo que isso implique ter poucos amigos. A questão é se alguma vez conseguirei ter algum.
domingo, 1 de junho de 2014
Dia mundial da criança
Já há algum tempo que queria publicar uma foto minha de criança e esta pareceu-me uma boa oportunidade. Fui uma criança feliz e acho que isso se nota bem nesta foto. Nas minhas "sessões fotográficas" eu aparecia sempre desprevenida, num canto a brincar sozinha e de repente quando via uma pessoa, era esta a minha reação. Ria-me às gargalhadas. Tanto sozinha, como com os outros era feliz, espontânea. Acho que é essa minha espontaneidade o que eu mais sinto saudades da minha infância.
domingo, 25 de maio de 2014
Do you dream, that the world will know your name?
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If I murdered someone, she's the person I'd call to help me drag the corpse across the living room floor. She's my person. - Cristina Yang |
Pergunto-me sobre o que as pessoas dirão sobre mim. Não que isso me preocupe: dentro de 2 semanas, nunca mais os vou ver, mas dentro de alguns meses vou para a universidade e aí sim, vou estar preocupada. Porque mesmo que me feche ao máximo, até que ponto posso deixar escapar uma fragilidade minha? Até que ponto, as minhas virtudes se sobrepõem aos meus defeitos? Conseguirei alguma vez ter amigos que tenham medo de me perder? Conseguirei encontrar a minha pessoa de confiança?
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Fim do secundário
As pessoas são muito românticas acerca do início das coisas. Um novo começo, uma nova vida. Um mundo de possibilidades. Mas independentemente da aventura em que embarquemos, não deixámos de ser nós mesmos. Levámos-nos para qualquer novo começo na nossa vida, portanto até que ponto pode ser diferente? É o que toda a gente quer, certo? Uma vida nova, um novo começo. Como se isso fosse mais fácil. Perguntem ao rapaz que empurra a pedra colina acima. Começar de novo não tem nada de fácil. Absolutamente nada.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
Todos queremos crescer. Estamos desesperados para chegar lá, para agarrarmos todas as oportunidades possíveis para viver. Estamos tão ocupados a tentar sair do ninho, que não pensamos no facto de que vai estar frio lá fora. Mesmo muito frio. Porque, por vezes, crescer significa deixar as pessoas para trás. E a partir do momento em que nos aguentámos em pé sozinhos, estamos por nossa conta.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Procurando o destino entre o tudo e o nada
Hoje tive uma sessão com a minha psiquiatra e um dos assuntos abordados foram as notas. As minhas notas desceram às disciplinas de estudo(o que já era previsto devido à turbulência presente na minha vida pessoal neste período), excepto Português (que tenho facilidade e gosto, principalmente a parte de poesia, que me fascina pelo facto de me conseguir identificar muitas vezes). A certa altura ela disse-me "Essa sua facilidade a Português provavelmente provém do seu nível de maturidade" e isso fez-me sentir feliz, nem consegui evitar não sorrir.
Ela é simpática e gosto dela. No entanto, acho que ainda não ocorreu aquele 'click' que houve com a minha psicóloga. Sinto-me desconfortável por vezes, demasiado observada e sinto-me bastante insegura sobre o que ela pensa de mim, mas nunca tenho coragem para perguntar. O facto de ela me ter dado este elogio de uma forma não forçada, fez-me pensar que se calhar ela tem uma boa ideia de mim e isso deixou-me aliviada, feliz. Sei que não é propriamente uma relação de amizade, mas é uma pessoa com quem já partilhei muitas coisas e que preciso de me sentir minimamente confortável para conseguir partilhar mais de modo a ela me conseguir ajudar.
Agora estava a pensar que toda a gente olha para a maturidade como uma virtude, mas a verdade é que também tem algumas desvantagens. Por exemplo, eu acho que sou uma pessoa muito melhor do que o que eu era há 5 anos atrás: mais humana, com uma mentalidade mais aberta e em parte teve a ver com a minha religião. Eu passei de uma educação católica antiquada, com uma mentalidade fechada para passar a ser agnóstica e isso foi uma mudança que me marcou muito na adolescência e se refletiu quer na minha forma de pensar, quer nos meus comportamentos. Se por um lado essa mudança me faz sentir melhor comigo própria sobre os meus valores, por outro leva-me muitas vezes a ter estes sentimentos de vazio por não ver qualquer significado para a vida. A única coisa boa de ter uma religião é essa crença de que fomos criados por uma razão e que mesmo que estejámos a passar por um momento mau da vida, existe sempre alguém que te ama (a não ser que sejas gay, etc. desculpem não consegui resistir). A segurança de saber o que acontece depois da morte. São questões sobre as quais reflito muitas vezes e que não teria essa necessidade se não tivesse crescido, a tal maturidade que me levou questionar tudo e todos.
Não queria voltar à minha forma de ser de há 5 anos, simplesmente queria partilhar estes pensamentos. E tu? Como eras há 5 anos? O que mudou? Estás orgulhosa do que te tornaste?
terça-feira, 8 de abril de 2014
No entanto, também tenho estes momentos, em que vejo uma foto deles ou vejo algo que me faz lembrar deles e aí desperta-se a saudade. Sim, talvez não tenha sido a melhor amizade do mundo e ultimamente só me fazia sentir mal estar com eles, mas por outro, antes havia amizade, houve momentos bonitos. Foi uma amizade de 4 anos, foi com eles que eu cresci e me tornei no que eu sou hoje.
A meu ver, cortar com eles foi a melhor decisão, mas às vezes lembro me das nossas férias do 10º e 11º anos e dá me saudades. Sinto saudades daqueles momentos, de me sentir assim com alguém. Mas teve que ser. Agora que tou sem eles, sinto-me aliviada como já referi, mas também me sinto vazia. Eles foram os meus únicos amigos (sempre tive dificuldade em fazer amizades e nunca fui popular, pelo contrário, sempre sofri bullying na escola) e agora perde-los voltei ao início do secundário: sem amigos, querendo amizades, mas tendo tanto medo que me acabo por afastar.
No próximo ano vou viver para o centro de Lisboa sozinha. Tenho imenso medo da faculdade e principalmente eu quando penso na minha vida universitária encontro me perdida em pensamentos que vao desde esforçar-me ao máximo para fazer novas amizades e não fazer nenhum esforço, manter uma atitude distante. Acho que estes sentimentos estão todos relacionados: não quero voltar a apegar-me a uma pessoa que depois posso perder, mas depois sinto me sozinha e tudo o que quero é um abraço, alguém que me diga que me compreende, mas depois olho à volta e estou completamente sozinha, sozinha com o meu cão (a quem me consegui apegar porque nunca me irá dizer coisas que me magoem).
"Sometimes you dont miss the person, you miss the moments shared with them"Esta frase aplica-se exatamente à minha situação e ao que eu sinto em relação a eles.
A meu ver, cortar com eles foi a melhor decisão, mas às vezes lembro me das nossas férias do 10º e 11º anos e dá me saudades. Sinto saudades daqueles momentos, de me sentir assim com alguém. Mas teve que ser. Agora que tou sem eles, sinto-me aliviada como já referi, mas também me sinto vazia. Eles foram os meus únicos amigos (sempre tive dificuldade em fazer amizades e nunca fui popular, pelo contrário, sempre sofri bullying na escola) e agora perde-los voltei ao início do secundário: sem amigos, querendo amizades, mas tendo tanto medo que me acabo por afastar.
No próximo ano vou viver para o centro de Lisboa sozinha. Tenho imenso medo da faculdade e principalmente eu quando penso na minha vida universitária encontro me perdida em pensamentos que vao desde esforçar-me ao máximo para fazer novas amizades e não fazer nenhum esforço, manter uma atitude distante. Acho que estes sentimentos estão todos relacionados: não quero voltar a apegar-me a uma pessoa que depois posso perder, mas depois sinto me sozinha e tudo o que quero é um abraço, alguém que me diga que me compreende, mas depois olho à volta e estou completamente sozinha, sozinha com o meu cão (a quem me consegui apegar porque nunca me irá dizer coisas que me magoem).
"You will be shocked when you discover how easy it is in life to part ways with people forever. That’s why when you find someone you want to keep around, you do something about it."Terminei esta minha reflexão com esta frase propositadamente. O facto de me sentir sozinha não tem de me causar a sensação de culpa de me ter afastado dos meus amigos (ou pelo menos, não deveria ter). Estou sozinha, mas no fundo sei que estou melhor sem eles.
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