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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Amigos ou conhecidos?

Pessoalmente sinto-me uma princesa a teu lado e recrimino-me por todas as dúvidas que tive em relação a nós. Por mensagens, as inseguranças voltam todas e começo a pensar que nunca houve verdadeiramente amizade, que apenas me aguentaste com o objectivo de termos momentos de intimidade juntos. Não que eu tivesse problemas em estar contigo dessa forma, sem sentimentos envolvidos, mas se for assim gostava que tivesses sido honesto comigo. Acho que a nossa amizade colorida, acabou por ser apenas o colorida e isso faz-me sentir triste, porque te considerava o meu melhor amigo e já tinha alguns planos em mente para quando tivéssemos juntos, mas tu não me pareces minimamente interessado em amizade. Dizes que somos amigos, mas pelo teu conceito de amizade aquela rapariga de quem uma pessoa nem gosta muito, mas falava constantemente porque temos actividades em comum, seria minha amiga. Quanto a ela, nunca mais vou falar na vida provavelmente.
Pergunto-me se teremos o mesmo fim.

sábado, 26 de julho de 2014

Verão'14

Fuck your morals. Drink away your sorrows. Live your life and be happy.
Don't Think about tomorrow. It's all about you.
No início do verão sentia-me deprimida. Faltava tanto para setembro e a monotonia estava a dar cabo de mim. Praticamente sem falar com ninguém, passava os dias em casa fechada. Cada vez que saía de casa, embora feliz com a ideia à partida, o sol punha os meus olhos em chama. Através deles, consumia-me interiormente. A minha ansiedade social piorava a cada minuto que passava.
Eu não queria estar tão mal como estive no início do ano lectivo anterior. Decidi fazer algo em relação a isto: comecei a fazer planos, experimentar coisas novas, a "colar-me" a pessoas, a estar mais vezes com o Paulo, a vaguear pela cidade em locais relativamente isolados. E está a resultar, a minha mente distrai-se. Embora ainda tenha sentimentos de solidão e inadaptação quando estou sozinha, quando estou lá fora, os meus pensamentos destrutivos desaparecem momentaneamente. Distraio-me de formas não convencionais, cortando cada dia que passa no calendário, esperando desesperadamente que a vida universitária chegue e que seja melhor do que o que eu tenho vivido até agora.

No entanto sinto que estas vivências me estão a afastar dos meus 2 verdadeiros amigos. Encontro-me dividida. Sinto-me ainda pior comigo própria a pensar nesta realidade e, consequentemente,  não quero estar sozinha comigo própria e com esses pensamentos.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Friends with beneficts


Somos amigos coloridos (embora publicamente sejamos namorados). O nosso sentimento um pelo outro não passa de amizade, mas os nossos gestos ultrapassam esse sentimento.
Ele não é o conhecido a que vulgarmente se chama de "amigo". Não. Ele é a pessoa em quem eu confio plenamente, o primeiro que me passa pela cabeça quando estou triste, a razão pela qual pego no telemóvel mal acordo, a pessoa que me faz rir,me faz chorar, me abraça, me faz cócegas, me provoca esperando que os meus lábios se dirijam aos seus sob a forma de o calar.. Se algo se passa, ele consegue ler-mo no olhar.
Tenho medo de me apaixonar por ele, até porque ambos concordámos que não iríamos namorar, visto que não era conveniente para nenhum dos dois.
Mas por vezes à noite, penso na nossa despedida. Tenho medo de nos afastarmos demasiado em setembro, tenho medo de estar demasiado envolvida. Acho que não estou apaixonada por ele, e tenho noção que não sou eu a razão de ele não querer investir em algo sério, mas mesmo assim dou por mim a refletir na sorte que as ex-namoradas dele tiveram. Gostava que fosse possível o nosso amor ou que pelo menos pudéssemos dar uma oportunidade, gostava que ele me visse como as viu a elas. Estarei demasiado envolvida? Estarei apaixonada? Eu sei que no fundo para mim uma relação não era o ideal neste momento, visto que ainda estou em fase de recuperação, mas mesmo assim ... parte de mim deseja ouvi-lo dizer "e se déssemos uma oportunidade?"
Não quero falar do assunto com ele, sei que ele iria supor que eu me estava a apaixonar por ele, e iria querer acabar tudo e eu não quero isso. Estes pedacinhos de felicidade com ele é o que está a tornar este verão tão especial, porque ele é a primeira pessoa em quem até pessoalmente sinto uma cumplicidade interior. Além disso, ele iria-se sentir culpado por aparentemente me estar a usar, quando ele sempre foi honesto comigo. Dou por mim momentaneamente revoltada por ele me tratar tão bem, por ele ser, simplesmente, tão fácil de se gostar.
Espero que não nos afastemos em Setembro. Espero encontrar alguém como ele no futuro. Espero que ele encontre melhor que eu. Sobretudo, espero que ele seja feliz.

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domingo, 8 de junho de 2014

"Faz um favor ao mundo e pára de respirar"

It's better to be yourself and have no friends, than it is to be like your friends and have no self.

Tenho tendência para esquecer as coisas más e então gosto de guardar algumas para os meus momentos de fraqueza.
Acabei de reler uma discussão grave que tive com o Francisco em 2011. Na altura tinha uma crush nele, mas ainda nem melhores amigos éramos. Parámos de falar e passado uns meses fizemos as pazes. Disse-me coisas mesmo graves e hoje olho para trás e vejo como fui parva em fazer as pazes com ele. Cada vez que leio aquela conversa sinto-me indisposta fisicamente só de pensar que depois de tudo aquilo ainda fomos melhores amigos. Ao reler a conversa, o sentimento de saudade que senti inicialmente foi substituído por raiva, tristeza e desilusão.Enfim, não posso alterar o passado, mas sem dúvida que vou ser muito mais cautelosa na universidade e principalmente não deixar que as pessoas me pisem, mesmo que isso implique ter poucos amigos. A questão é se alguma vez conseguirei ter algum.


domingo, 1 de junho de 2014

Amizades

Recentemente criei instangram e vi lá os meus "ex-amigos". Ao fim de algum tempo não consegui resistir e fui lá ver as fotos deles. Arrependi-me obviamente: não só põe fotos antigas deles uns com os outros, põe fotos de saídas que fizeram entre eles e que nem sequer se deram ao trabalho de me convidar. Um deles chegou mesmo a pôr uma foto antiga em que eu aparecia, mas pôs a foto de maneira à minha cara estar completamente branca. Enfim..
Fingi ser algo que não sou e quando alguns dos meus segredos vieram ao de cima, fui olhada de lado, julgada, excluída. Apesar de me ter custado ao início, agora vejo que estou melhor sem eles. Só prova que não era uma amizade verdadeira. No entanto, há momentos em que me sinto sozinha. Gostei da sensação de me sentir incluída num grupo de amigos, de passar férias juntos, de sairmos juntos, de ter aquelas inside jokes, sentir que pertencia a algum lugar.
A universidade aproxima-se cada vez mais e tenho um bocado medo: vou estar sozinha num local onde não conheço ninguém. Conseguirei  causar boa impressão? Irei encontrar alguém parecido comigo? Conseguirei fazer amigos? Uma coisa sei, mesmo que esteja sozinha, vou tentar ser eu mesma na universidade, porque fingir ser algo que não somos pela minha experiência, conduz a uma felicidade ilusória.


domingo, 25 de maio de 2014

Do you dream, that the world will know your name?

If I murdered someone, she's the person I'd call to help me drag the corpse across the living room floor. She's my person. - Cristina Yang
Já tive com diferentes grupos de pessoas e com a proximidade vem a confiança e a necessidade de partilhar aqueles pensamentos que guardámos só para nós. Odeio quando se fala mal dos outros, mas eu própria o penso/faço. Mas sinto-me extremamente mal com isso, sinto-me mesmo má pessoa. Mesmo quando aponto um defeito a alguém penso que eles também têm qualidades e que essa é a razão porque eles têm amigos: que as suas qualidades se sobrepõem aos seus defeitos.
Pergunto-me sobre o que as pessoas dirão sobre mim. Não que isso me preocupe: dentro de 2 semanas, nunca mais os vou ver, mas dentro de alguns meses vou para a universidade e aí sim, vou estar preocupada. Porque mesmo que me feche ao máximo, até que ponto posso deixar escapar uma fragilidade minha? Até que ponto, as minhas virtudes se sobrepõem aos meus defeitos? Conseguirei alguma vez ter amigos que tenham medo de me perder? Conseguirei encontrar a minha pessoa de confiança

terça-feira, 15 de abril de 2014

Online Friends

 Hoje em dia as amizades online já são uma coisa bastante comum. Eu já conheci várias pessoas online, no entanto só duas é que realmente me marcaram. Ambos são de países diferentes e que financeiramente me seria impossível visitar. Ela vem a Portugal no Verão e se tudo correr bem vamos nos conhecer, ele espero seriamente ter a oportunidade de o conhecer um dia, é das coisas que mais quero fazer.
Tenho uma relação mais forte com o Matthew, é o meu melhor amigo. Sei que ele está lá para mim para o que eu precisar e vice-versa e como não convivemos com o mesmo núcleo de pessoas, é-me muito mais fácil confiar nele, além de que se alguma vez me sentir desconfortável ou arrependida por lhe ter contado algo devido às minhas inseguranças, posso sempre eliminá-lo e nunca mais falar com ele. Contudo espero mesmo que isso nunca aconteça, porque já sinto uma ligação tão forte com ele, que me custa imaginar a minha vida sem ele. Desde o início que nos demos muito bem e a nossa amizade só se tem fortalecido com o passar do tempo. Ele é sem dúvida o meu alicerce, aquele a quem posso contar tudo, dizer tudo o que sinto, ser querida, irritante, má, que no final todas as conversas acabam com um "I love you" sentido. É a pessoa com quem choro, rio, aparvalho...é a minha companhia. Já lá vão quase 2 anos desde que nos conhecemos e espero que venham aí muitos mais.
Hoje ele faz anos e como tal mandei-lhe pela primeira vez uma lembrança pelo correio: um postal todo cute e um porta retratos com uma fotografia minha para que ele possa pó-la ao lado da cama e todos os dias ao acordar e ao deitar se lembre que existe uma pessoa do outro lado do mundo que o adora e que está sempre aqui para o que ele precisar. É esta fidelidade, esta confiança, esta pureza na nossa amizade que eu acho linda, e sinceramente espero algum dia conseguir atingir este nível de cumplicidade com alguém pessoalmente.

 Happy Birthday sweetie :')


(ontem à noite estávamos a falar e eu chorei sem parar a ouvir esta música porque só o queria ter ao meu lado e abraçá-lo e eu não sou rapariga de chorar! )


The other night, dear, as I lay sleeping
I dreamed I held you in my arms
When I awoke, dear, I was mistaken
So I bowed my head and I cried

You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are grey
You'll never know, dear, how much I love you
Please, don't take my sunshine away

I'll always love you and make you happy
And nothing else could come between
But if you leaveme to love another
You have shattered all my dreams


You are my sunshine, my only sunshine
You make me happy when skies are grey
You'll never know, dear, how much I love you
Please, don't take my sunshine away

quarta-feira, 9 de abril de 2014

São gritos que penso, que calo assim

Hoje estive a falar quase o dia todo com a Sílvia (a rapariga que me incentivou a criar este blog) e acabamos por discutir vários assuntos e descobri nela uma pessoa com uma mentalidade muito mais aberta do que aquilo que eu pensava. Fomos de discutir o sentido da vida até assuntos como a homossexualidade, eutanásia e o poder da religião na sociedade. De entre destes assuntos polémicos acabou por vir à bala temas como o suicídio e a automutilação. Eu nem sabia onde me meter.. Se calhar eu devia explicar melhor: eu fui diagnosticada com um transtorno de personalidade, já estive internada mais que uma vez em psiquiatria e automutilação já o faço há um ano (embora menos frequente ultimamente). Ela disse me que não tinha opinião formada sobre a automutilação e a certa altura ela chegou mesmo a perguntar-me "porque é que achas que as pessoas se cortam?" (mal sabe ela que eu estou cheia de cortes nos braços- cicatrizes antigas do inicio do ano lectivo que eu pensei iriam desaparecer até ao verão, mas parece que não :s ). Eu tentei dar-lhe a opinião que já tinha antes de o fazer. Primeiro expliquei lhe a parte da psicologia, o porquê de nós termos estes comportamentos! Até fui buscar um quadro a explicar xD Queria mesmo que ela indirectamente me percebesse e que não me julgasse. No final perguntei-lhe o que achava agora que ela estava mais esclarecida sobre o assunto e ela disse-me que compreendia os motivos que levavam as pessoas que ter estes comportamentos, mas que talvez não fosse a melhor forma de lidar com as emoções negativas. De seguida, ela perguntou-me a minha opinião sobre o assunto e eu simplesmente lhe disse que concordava que não era a melhor solução, mas que mesmo assim as pessoas não deviam julgar ou olhar para alguém que se corta de uma forma diferente: continuam a ser as mesmas pessoas.
Quinta-feira vou ter uma visita de estudo. Estou a pensar em contar-lhe pessoalmente para ela não ser apanhada completamente de surpresa quando eu tiver de andar em manga curta. Durante a conversa passou-me pela cabeça que ela alguma vez tivesse visto os meus pulsos, mas pensando bem ela é bastante frontal e genuína, acho que ela me teria dito algo sobre o assunto. Arrependo-me imenso de me ter cortado em zonas visíveis (estava a passar uma fase bastante complicada, foi quando os meus pais descobriram e basicamente contaram a várias pessoas, incluindo o meu antigo grupo de amigos. Sentia que a minha vida estava arruinada e que já não tinha que esconder nada. Embora de vez em quando pensasse no verão, estava mesmo convicta que as cicatrizes não eram assim tão profundas a ponto de não desaparecerem num período de certa de 6 meses).
Tenho imenso medo de quando chegar a época do calor intenso, não vou saber enfrentar a minha turma (porque eu sou sempre a miúda alegre que conta piadas- o palhaço da turma basicamente) e também a minha família (mesmo que não gostem muito da minha personalidade atual, eu já fui pequena. Quando olho para as minhas fotos de criança, sinto-me extremamente culpada. É essa a imagem que os meus pais ainda preservam de mim apesar de tudo, a filha que criaram desde pequena e que por alguma razão se perdeu a ponto de se tentar suicidar. Ainda por cima como têm uma mentalidade extremamente fechada,sinto que não passo de uma desilusão e de algo que os ultrapassa, pois não me conseguem compreender- não que me tratem mal, simplesmente não me compreendem.)
Eu sinceramente já só quero que o verão chegue por um lado, porque esta ansiedade toda sobre a possível reação das pessoas está a deixar-me doida...

terça-feira, 8 de abril de 2014




Acabei de ver uma foto dos meus dois ex melhores amigos. Por momentos senti-me triste, sei lá eu sempre me senti mal naquele grupo, sempre me senti excluída e usava uma máscara pra ser aceite por eles. No fundo eu sentia uma grande pressão e nunca me sentia devidamente apreciada, uma vez que eu era sempre a second choice da Claúdia e quanto ao Francisco, bem ele sempre foi um bocado frio com todas as pessoas, por isso quando ele o era comigo também, eu pensava "Ele é assim com todas as pessoas". Mas aos poucos fui-me apercebendo da minha insignificância para eles e afastar-me acho que foi uma das melhores decisões da minha vida: sinto me aliviada e não tenho sempre aquela pressão de "será que eles gostam de mim?". 
No entanto, também tenho estes momentos, em que vejo uma foto deles ou vejo algo que me faz lembrar deles e aí desperta-se a saudade. Sim, talvez não tenha sido a melhor amizade do mundo e ultimamente só me fazia sentir mal estar com eles, mas por outro, antes havia amizade, houve momentos bonitos. Foi uma amizade de 4 anos, foi com eles que eu cresci e me tornei no que eu sou hoje. 
"Sometimes you dont miss the person, you miss the moments shared with them"
Esta frase aplica-se exatamente à minha situação e ao que eu sinto em relação a eles.
A meu ver, cortar com eles foi a melhor decisão, mas às vezes lembro me das nossas férias do 10º e 11º anos e dá me saudades. Sinto saudades daqueles momentos, de me sentir assim com alguém. Mas teve que ser. Agora que tou sem eles, sinto-me aliviada como já referi, mas também me sinto vazia. Eles foram os meus únicos amigos (sempre tive dificuldade em fazer amizades e nunca fui popular, pelo contrário, sempre sofri bullying na escola) e agora perde-los voltei ao início do secundário: sem amigos, querendo amizades, mas tendo tanto medo que me acabo por afastar. 


No próximo ano vou viver para o centro de Lisboa sozinha. Tenho imenso medo da faculdade e principalmente eu quando penso na minha vida universitária encontro me perdida em pensamentos que vao desde esforçar-me ao máximo para fazer novas amizades e não fazer nenhum esforço, manter uma atitude distante. Acho que estes sentimentos estão todos relacionados: não quero voltar a apegar-me a uma pessoa que depois posso perder, mas depois sinto me sozinha e tudo o que quero é um abraço, alguém que me diga que me compreende, mas depois olho à volta e estou completamente sozinha, sozinha com o meu cão (a quem me consegui apegar porque nunca me irá dizer coisas que me magoem).
"You will be shocked when you discover how easy it is in life to part ways with people forever. That’s why when you find someone you want to keep around, you do something about it."
Terminei esta minha reflexão com esta frase propositadamente. O facto de me sentir sozinha não tem de me causar a sensação de culpa de me ter afastado dos meus amigos (ou pelo menos, não deveria ter). Estou sozinha, mas no fundo sei que estou melhor sem eles.