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sexta-feira, 12 de setembro de 2014
sexta-feira, 5 de setembro de 2014
The end.
Perdi-te. Perdi-me.
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Sinto-me sozinha, rodeada de pessoas que pouco ou nada significam para mim. Quem eu queria que gostasse de mim, cada vez parece ter menos interesse na minha pessoa. Já nem me dá vontade de falar a maior parte das vezes. Sinto que falas comigo por obrigação, neste momento. As palavras ternurentas que trocámos, já não me soam sinceras.
Nos últimos dias não tenho andado bem. Olho-me ao espelho e tudo o que sinto é nojo de mim própria. Ando apática, divagando em pensamentos que me incomodam profundamente. Tento distrair-me e resulta, mas mal tenho um segundo a sós comigo própria, sinto-me mal. Se me perguntassem o que se passa, eu mal saberia responder. Simplesmente sei que não estou bem, que me sinto sozinha, que quero um abraço bem apertado.
E eu tento convencer-me que ainda há pessoas que se importam, mas não é isso que sinto. Não que a culpa seja deles, eu afasto-os também através das minhas atitudes. E com o verão a passar, aproxima-se a universidade. Duvido que alguém sentirá a minha falta. Abraço o meu cão. Acho que vais ser o único que vais sentir a minha falta, pequenino.
Nos últimos dias não tenho andado bem. Olho-me ao espelho e tudo o que sinto é nojo de mim própria. Ando apática, divagando em pensamentos que me incomodam profundamente. Tento distrair-me e resulta, mas mal tenho um segundo a sós comigo própria, sinto-me mal. Se me perguntassem o que se passa, eu mal saberia responder. Simplesmente sei que não estou bem, que me sinto sozinha, que quero um abraço bem apertado.
E eu tento convencer-me que ainda há pessoas que se importam, mas não é isso que sinto. Não que a culpa seja deles, eu afasto-os também através das minhas atitudes. E com o verão a passar, aproxima-se a universidade. Duvido que alguém sentirá a minha falta. Abraço o meu cão. Acho que vais ser o único que vais sentir a minha falta, pequenino.
sábado, 26 de julho de 2014
Verão'14
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| Fuck your morals. Drink away your sorrows. Live your life and be happy. Don't Think about tomorrow. It's all about you. |
Eu não queria estar tão mal como estive no início do ano lectivo anterior. Decidi fazer algo em relação a isto: comecei a fazer planos, experimentar coisas novas, a "colar-me" a pessoas, a estar mais vezes com o Paulo, a vaguear pela cidade em locais relativamente isolados. E está a resultar, a minha mente distrai-se. Embora ainda tenha sentimentos de solidão e inadaptação quando estou sozinha, quando estou lá fora, os meus pensamentos destrutivos desaparecem momentaneamente. Distraio-me de formas não convencionais, cortando cada dia que passa no calendário, esperando desesperadamente que a vida universitária chegue e que seja melhor do que o que eu tenho vivido até agora.
No entanto sinto que estas vivências me estão a afastar dos meus 2 verdadeiros amigos. Encontro-me dividida. Sinto-me ainda pior comigo própria a pensar nesta realidade e, consequentemente, não quero estar sozinha comigo própria e com esses pensamentos.
quinta-feira, 19 de junho de 2014
Sonhar é acordar-se por dentro
terça-feira, 10 de junho de 2014
Um Adeus para sempre
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| "A despedida é um momento de tristeza em que corações se preparam para viver com saudade" |
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Estou outra vez num dos meus picos. Passa-me tudo pela cabeça, desde a vontade de me cortar a de acabar com a minha vida de uma vez. Sinto-me uma freak. Tinha um objetivo e nos últimos 2 dias falhei redondamente e parece que quanto mais o faço, mais o quero fazer. Não me consigo perceber. Insisto em cometer o mesmo erro e por momentos sinto-me aliviada, mas quando passa tudo o que me resto é o sentimento de culpa, de nojo de mim própria, vontade de desistir. Não sei se estes sentimentos são resultados do cansaço ou se estiveram sempre lá e eu estava tão ocupada a distrair-me e a focar-me no meu objetivo do momento, que acabava por ter sempre a cabeça ocupada. Agora que me deparo com o meu fracasso numa coisa tão simples, todos estes sentimentos que estavam retidos voltaram com o dobro da força. Há momentos em que duvido que irei conseguir ser feliz comigo própria. Sinto-me tão sozinha, só queria um abraço.
quinta-feira, 8 de maio de 2014
A solidão desola-me, a companhia oprime-me
Eu não sei como consegues simplesmente sentir algo pelas pessoas. Com certeza tens amigos,namorado ou família, alguém que seja de tal modo importante para ti que qualquer atitude, qualquer palavra te deixam vulnerável. Não sei como te consegues simplesmente deixar um desconhecido entrar na tua vida, sabendo que vão sempre haver desilusões, mágoas. Ainda que me digas que no final as boas recordações valem mais e que as desilusões só nos fazem crescer, eu não consigo entender.. Quando eu olho para uma pessoa sou simpática e sociável digámos, mas não consigo sentir nada por elas. Mesmo quando têm uma atitude positiva comigo, eu não me permito entregar a elas, penso sempre "vai te magoar mais cedo ou mais tarde" e esse pensamento faz-me querer afastá-las. Mas no final não tenho ninguém que me deixe com o coração partido, que já não imagine a minha vida sem essa pessoa. Não tenho ninguém que me abrace quando me estou a sentir perdida, que me limpe as lágrimas. Não tenho ninguém. Por isso talvez a tola não sejas tu, talvez seja eu. E eu quero ter amigos e eu quero me afeiçoar às pessoas, mas não sei como. Tenho medo, tanto medo que me impede de aproveitar a beleza da vida. Estou completamente sozinha no meio da multidão. Para onde quer que vá, para onde quer que fuja, vou estar sozinha comigo mesma. Aparentemente feliz sim, mas broken. Já nem se sinto humana a maior parte das vezes.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Do it or don't do it- you'll regret both
Nos últimos dias tenho-me sentido extremamente mal comigo mesma, parece que o mínimo erro que faça, a mínima coisa que diga, me arrependo e me deixa com remorsos, de tal modo que mal consigo dormir. Sinto-me má pessoa, começo a pensar sobre todos os erros que já fiz, tudo o que me arrependo de ter ou não feito. Ás vezes penso que onde quer que eu esteja, mesmo quando for para a universidade e começar uma vida nova, nunca vou conseguir viver comigo mesma. Começo que como a ver a minha vida num filme, um filme onde apenas passam as minhas desilusões, os meus e eu quero parar e não consigo, e de repente tudo à minha volta pára. Volto ao presente e algo me diz que não quero adicionar mais vivências àquele filme, que não mereço continuar. Aparece um novo cenário, irreal, onde eu me observo a mim mesma de cima e estou a pôr fim à minha vida sob diferentes formas. O meu coração bate depressa, fazendo me estremecer e dá-me uma vontade enorme de chorar, mas fico estática no mesmo sítio, olhando para o vazio, sentindo um vazio dentro de mim. Nestes dias nada me consegue animar, sinto que não mereço viver tal é o meu sentimento de culpa.
sábado, 19 de abril de 2014
A minha Páscoa
Hoje fui à Igreja confessar-me. Não fui por vontade própria obviamente, fui por causa da minha mãe: nunca tive coragem de lhe contar que sou agnóstica, por um lado para evitar confusões, por outro porque tenho medo da reacção dela. Muitas vezes penso também, que pode haver alguma altura em que me sinta mais em baixo e que os meus pensamentos suicidas passem de apenas pensamentos a acções e ao menos assim vou poupá-la de mais um desgosto. No fundo acho que ela desconfia que eu não sou católica pelas minhas acções, mas continua a ignorar isso, nunca me pergunta e eu também não sou capaz de tocar no assunto e acho que ela também tem esperança que eu ainda acredite em Deus, que me arrependa do que fiz e que volte para o "caminho de Deus".
Na Igreja havia 2 padres: um estava no confessionário e o outro estava ao fundo da Igreja. A minha mãe foi ao segundo e como ela falou relativamente alto, eu ouvi partes. A minha mãe falou de mim quase a chorar a falar das minhas tentativas de suicídio, a dizer que não sabia o que fazer, que eu até andava a ser acompanhada por um psiquiatra. No fundo acho que a minha mãe gosta de mim (pelo menos da minha imagem de criança) e sei que ela se sente extremamente culpada, como se tivesse falhado na minha educação uma vez que o suicídio é um pecado e então ela não me conseguiu levar ao encontro de Deus. A verdade é que me senti extremamente mal lá dentro.
Depois chegou a minha vez e falei com o padre que se encontrava dentro do confessionário. Disse-lhe que não era crente e ele até foi simpático. Aceitou bem o que eu disse e falámos um bocado para passar o tempo. Falou-me bastante de Jesus (talvez achasse que eu acreditaria em Jesus ou lhe daria alguma importância). Elogiou -o bastante, contou várias histórias onde a sua bondade era evidente e depois do que eu tinha ouvido da minha mãe eu só pensava "Jesus (ou a imagem dele) foi uma boa pessoa em muitos aspectos, mas caramba eu também tenho virtudes mas aos olhos da minha família vou ser sempre condenada, nunca vou ser aceite". Foram estes pensamentos que no 10.º ano me fizeram querer afastar da Igreja e pensar que mesmo que algum Deus exista, ele nunca me iria aceitar como eu sou, assim como a minha família, e por isso teria de viver a minha vida como se Ele não existisse e eventualmente isso permitiu-me ser mais livre, sentir-me melhor comigo própria. Mas é nestas alturas do Natal e da Páscoa onde me é impossível ignorar a desilusão que eu sou para a minha mãe (já nem falo no meu pai, porque não temos uma relação pai-filha). Estou a chorar há 2 horas e nem sei bem porquê, tenho demasiados pensamentos na minha cabeça. Tenho que sair de casa por este motivo: nunca serei aceite na minha família, nunca passarei da filha pecadora e da irmã que é uma freak.
Depois chegou a minha vez e falei com o padre que se encontrava dentro do confessionário. Disse-lhe que não era crente e ele até foi simpático. Aceitou bem o que eu disse e falámos um bocado para passar o tempo. Falou-me bastante de Jesus (talvez achasse que eu acreditaria em Jesus ou lhe daria alguma importância). Elogiou -o bastante, contou várias histórias onde a sua bondade era evidente e depois do que eu tinha ouvido da minha mãe eu só pensava "Jesus (ou a imagem dele) foi uma boa pessoa em muitos aspectos, mas caramba eu também tenho virtudes mas aos olhos da minha família vou ser sempre condenada, nunca vou ser aceite". Foram estes pensamentos que no 10.º ano me fizeram querer afastar da Igreja e pensar que mesmo que algum Deus exista, ele nunca me iria aceitar como eu sou, assim como a minha família, e por isso teria de viver a minha vida como se Ele não existisse e eventualmente isso permitiu-me ser mais livre, sentir-me melhor comigo própria. Mas é nestas alturas do Natal e da Páscoa onde me é impossível ignorar a desilusão que eu sou para a minha mãe (já nem falo no meu pai, porque não temos uma relação pai-filha). Estou a chorar há 2 horas e nem sei bem porquê, tenho demasiados pensamentos na minha cabeça. Tenho que sair de casa por este motivo: nunca serei aceite na minha família, nunca passarei da filha pecadora e da irmã que é uma freak.
Para o ano vou estar em Lisboa e vai-me custar mais que tudo deixar o meu cão para trás, mas sei que se continuasse aqui não ia aguentar e já prevejo o que vai acontecer: nunca vou ter vontade de voltar para casa, porque de facto esta não é o meu lar, o sítio onde me sinto bem comigo mesma, onde posso ser autêntica. (Na verdade, deve ser o sítio onde eu finjo mais ser aquilo que não sou).
Provavelmente nunca irei conseguir falar com a minha mãe sobre este assunto, daqui a uns anos irei simplesmente sair de casa definitivamente. Mas o que eu gostaria de dizer à minha família era isto:
Tenho pena que nunca tenham visto mais além, nunca me tentassem conhecer, saber o que penso. Na vossa ideia até podia parecer que estavam a tentar, mas os comentários que vocês iam fazendo num simples jantar ou discussão dos assuntos do quotidiano sempre me fizeram sentir pequena, que eu não pertencia ali. Mas apesar da minha baixa auto estima eu tenho noção que não sou má pessoa: sempre tento ajudar os outros, tento pôr toda a gente feliz, mesmo quando estou extremamente mal, não sou preconceituosa e acho que isso é o essencial. Mesmo que tivesse uma religião diferente ou divergisse de vocês a nível de ideias, gostava mesmo que vocês tivessem simplesmente aceite a pessoa que eu era, me dessem espaço e liberdade de escolha, me respeitassem (tal como eu vos respeitei a vocês) e principalmente que não me julgassem. Não, não fui a filha/irmã perfeita, mas eu nunca irei ser motivo de orgulho para vocês, não vou mudar a minha maneira de ser e mãe, eu sei que o teu Deus considera por exemplo o suicídio um pecado e que à partida já estaria condenada, mas o que eu sempre quis é que tu me aceitasses tal como eu era, independentemente das minhas escolhas e não estivesses sempre a me tentar "curar", a tentar reencarnar em mim a pequena Izzie, perfeitinha como tu querias.
sábado, 12 de abril de 2014
'cause she's just like the weather, can't hold her together
Nos últimos dias andava mais animada do que o costume. Achava que realmente estava a ficar melhor. Mesmo cá em casa falava mais com a minha família porque estava determinada a dar-lhes boas memórias enquanto ainda estiver cá. Partilhei algumas coisas do que estava a fazer, falei sobre os exames e a universidade, porque eu acho que ao falar do futuro as pessoas esquecem que eu estou suicidal ou então pelo menos vão pensar que foi uma fase má e que já passou, que já caí em mim. Eu faço de tudo para que as pessoas pensem que eu estou bem, mesmo quando estou mal (daí me custar imenso ouvir comentários de que só faço as coisas que faço por atenção, quando o que eu realmente queria era desaparecer, ser invisível).
Hoje foi um daqueles dias em que estava super bem disposta mesmo, falei da universidade mas as coisas que dizia eram sentidas. Queria conhecer Lisboa, conhecer novas pessoas, viver na minha residência e a certa altura comecei a sentir-me extremamente culpada por ter partilhado coisas com a minha família, ainda que não pessoais, de certeza que não vão respeitar a minha privacidade e vão falar sobre o quão melhor eu estou e assim. Eu acho que isto me incomoda, porque eu só queria a minha vida de volta ao normal, onde se eu tivesse bem ou mal, não era notada. E comecei a sentir-me de tal forma culpada já não conseguia pensar noutra coisa, já não me apetecia desenhar, já não me apetecia fazer nada. Comecei a pensar em todas as coisas más que já me aconteceram e em tudo o que me arrependo. Ainda não me cortei, mas estou a tremer por todo o lado, a controlar-me para não chorar, porque sei que mais tarde me vou arrepender porque eu quero voltar para a natação, mas sinceramente não sei quanto mais tempo vou conseguir aguentar. Estava tão bem e de repente parece que estou no fundo do poço outra vez. Se tivesse numa ponte, saltaria de certeza. Nestes momentos nem o pensamento de o meu cão vir a sofrer as consequências me acalma (sou eu que tomo conta dele e tenho medo de como a minha família o poderia tratar se eu não tivesse aqui.). Neste momento sinto-me completamente ridícula, pensar que foi um simples cão que me impediu de por fim à minha vida anteriormente. Às vezes penso que ele foi a melhor coisa que já me aconteceu, que me deu forças para viver, outras acho que foi a pior, sinto-me responsável por ele e não consigo partir.Mesmo nos dias em que estou bem, tenho noção que se um camião estivesse a vir na minha direcção eu não me desviaria. Há dias em que eu desejo que aconteça, de modo a que eu não me sinta culpada e deste modo a minha família não se sentiria culpada também, iriam seguir em frente, todos seríamos felizes. Às vezes sinto que por ter uma mentalidade aberta seria capaz de tornar o mundo melhor, outras acho que não pertenço aqui, só quero morrer. Lembro-me tantas vezes da minha primeira tentativa, estava cheia de medo de morrer, agora nem isso tenho, porque mesmo que exista um Deus ou que eu vá para o Inferno ou whatever, eu não quero estar com um Deus que me causou tanto sofrimento, que nos julga, que nos amas "a menos que". Mesmo que haja vida depois da morte, estarei com pessoas que como eu, viemos por "engano". Eu tento fazer sempre os meus pais orgulhosos de mim, mas eu nunca voltarei a ser a criança que eu era, essa já morreu há muito, eu vejo fotos de mim mesma e não me reconheço, é como se estivesse a ver fotos de uma criança parecida comigo, mas aquela não sou eu.
O meu humor varia entre a mais pequena coisa me fazer feliz ou infeliz e é esta constante mudança entre estar completamente bem ou completamente mal que me deixa doida, como se eu não estivesse fora de controlo e me faz mais do que tudo querer desistir. Mesmo quando estou bem, estou sempre à espera de ficar mal. Quando me deixo levar pelos sentimentos positivos, a queda é maior. Não faço grandes planos para o futuro e mesmo quando estou feliz os planos mais longos que faço são cerca de 10 anos (tempo de vida restante do meu cão).
Para piorar ao jantar a minha mãe falou da segunda guerra mundial, de como o povo alemão era fraco e que a prova disso era um governador deles se ter suicidado, que não havia povo mais fraco. Insistem em dizer estas coisas às refeições à minha frente. Sinto-me magoada e estúpida me preocupar com eles..
quarta-feira, 9 de abril de 2014
São gritos que penso, que calo assim
Hoje estive a falar quase o dia todo com a Sílvia (a rapariga que me incentivou a criar este blog) e acabamos por discutir vários assuntos e descobri nela uma pessoa com uma mentalidade muito mais aberta do que aquilo que eu pensava. Fomos de discutir o sentido da vida até assuntos como a homossexualidade, eutanásia e o poder da religião na sociedade. De entre destes assuntos polémicos acabou por vir à bala temas como o suicídio e a automutilação. Eu nem sabia onde me meter.. Se calhar eu devia explicar melhor: eu fui diagnosticada com um transtorno de personalidade, já estive internada mais que uma vez em psiquiatria e automutilação já o faço há um ano (embora menos frequente ultimamente). Ela disse me que não tinha opinião formada sobre a automutilação e a certa altura ela chegou mesmo a perguntar-me "porque é que achas que as pessoas se cortam?" (mal sabe ela que eu estou cheia de cortes nos braços- cicatrizes antigas do inicio do ano lectivo que eu pensei iriam desaparecer até ao verão, mas parece que não :s ). Eu tentei dar-lhe a opinião que já tinha antes de o fazer. Primeiro expliquei lhe a parte da psicologia, o porquê de nós termos estes comportamentos! Até fui buscar um quadro a explicar xD Queria mesmo que ela indirectamente me percebesse e que não me julgasse. No final perguntei-lhe o que achava agora que ela estava mais esclarecida sobre o assunto e ela disse-me que compreendia os motivos que levavam as pessoas que ter estes comportamentos, mas que talvez não fosse a melhor forma de lidar com as emoções negativas. De seguida, ela perguntou-me a minha opinião sobre o assunto e eu simplesmente lhe disse que concordava que não era a melhor solução, mas que mesmo assim as pessoas não deviam julgar ou olhar para alguém que se corta de uma forma diferente: continuam a ser as mesmas pessoas.
Quinta-feira vou ter uma visita de estudo. Estou a pensar em contar-lhe pessoalmente para ela não ser apanhada completamente de surpresa quando eu tiver de andar em manga curta. Durante a conversa passou-me pela cabeça que ela alguma vez tivesse visto os meus pulsos, mas pensando bem ela é bastante frontal e genuína, acho que ela me teria dito algo sobre o assunto. Arrependo-me imenso de me ter cortado em zonas visíveis (estava a passar uma fase bastante complicada, foi quando os meus pais descobriram e basicamente contaram a várias pessoas, incluindo o meu antigo grupo de amigos. Sentia que a minha vida estava arruinada e que já não tinha que esconder nada. Embora de vez em quando pensasse no verão, estava mesmo convicta que as cicatrizes não eram assim tão profundas a ponto de não desaparecerem num período de certa de 6 meses).
Tenho imenso medo de quando chegar a época do calor intenso, não vou saber enfrentar a minha turma (porque eu sou sempre a miúda alegre que conta piadas- o palhaço da turma basicamente) e também a minha família (mesmo que não gostem muito da minha personalidade atual, eu já fui pequena. Quando olho para as minhas fotos de criança, sinto-me extremamente culpada. É essa a imagem que os meus pais ainda preservam de mim apesar de tudo, a filha que criaram desde pequena e que por alguma razão se perdeu a ponto de se tentar suicidar. Ainda por cima como têm uma mentalidade extremamente fechada,sinto que não passo de uma desilusão e de algo que os ultrapassa, pois não me conseguem compreender- não que me tratem mal, simplesmente não me compreendem.)
Eu sinceramente já só quero que o verão chegue por um lado, porque esta ansiedade toda sobre a possível reação das pessoas está a deixar-me doida...
Tenho imenso medo de quando chegar a época do calor intenso, não vou saber enfrentar a minha turma (porque eu sou sempre a miúda alegre que conta piadas- o palhaço da turma basicamente) e também a minha família (mesmo que não gostem muito da minha personalidade atual, eu já fui pequena. Quando olho para as minhas fotos de criança, sinto-me extremamente culpada. É essa a imagem que os meus pais ainda preservam de mim apesar de tudo, a filha que criaram desde pequena e que por alguma razão se perdeu a ponto de se tentar suicidar. Ainda por cima como têm uma mentalidade extremamente fechada,sinto que não passo de uma desilusão e de algo que os ultrapassa, pois não me conseguem compreender- não que me tratem mal, simplesmente não me compreendem.)
Eu sinceramente já só quero que o verão chegue por um lado, porque esta ansiedade toda sobre a possível reação das pessoas está a deixar-me doida...
terça-feira, 8 de abril de 2014
No entanto, também tenho estes momentos, em que vejo uma foto deles ou vejo algo que me faz lembrar deles e aí desperta-se a saudade. Sim, talvez não tenha sido a melhor amizade do mundo e ultimamente só me fazia sentir mal estar com eles, mas por outro, antes havia amizade, houve momentos bonitos. Foi uma amizade de 4 anos, foi com eles que eu cresci e me tornei no que eu sou hoje.
A meu ver, cortar com eles foi a melhor decisão, mas às vezes lembro me das nossas férias do 10º e 11º anos e dá me saudades. Sinto saudades daqueles momentos, de me sentir assim com alguém. Mas teve que ser. Agora que tou sem eles, sinto-me aliviada como já referi, mas também me sinto vazia. Eles foram os meus únicos amigos (sempre tive dificuldade em fazer amizades e nunca fui popular, pelo contrário, sempre sofri bullying na escola) e agora perde-los voltei ao início do secundário: sem amigos, querendo amizades, mas tendo tanto medo que me acabo por afastar.
No próximo ano vou viver para o centro de Lisboa sozinha. Tenho imenso medo da faculdade e principalmente eu quando penso na minha vida universitária encontro me perdida em pensamentos que vao desde esforçar-me ao máximo para fazer novas amizades e não fazer nenhum esforço, manter uma atitude distante. Acho que estes sentimentos estão todos relacionados: não quero voltar a apegar-me a uma pessoa que depois posso perder, mas depois sinto me sozinha e tudo o que quero é um abraço, alguém que me diga que me compreende, mas depois olho à volta e estou completamente sozinha, sozinha com o meu cão (a quem me consegui apegar porque nunca me irá dizer coisas que me magoem).
"Sometimes you dont miss the person, you miss the moments shared with them"Esta frase aplica-se exatamente à minha situação e ao que eu sinto em relação a eles.
A meu ver, cortar com eles foi a melhor decisão, mas às vezes lembro me das nossas férias do 10º e 11º anos e dá me saudades. Sinto saudades daqueles momentos, de me sentir assim com alguém. Mas teve que ser. Agora que tou sem eles, sinto-me aliviada como já referi, mas também me sinto vazia. Eles foram os meus únicos amigos (sempre tive dificuldade em fazer amizades e nunca fui popular, pelo contrário, sempre sofri bullying na escola) e agora perde-los voltei ao início do secundário: sem amigos, querendo amizades, mas tendo tanto medo que me acabo por afastar.
No próximo ano vou viver para o centro de Lisboa sozinha. Tenho imenso medo da faculdade e principalmente eu quando penso na minha vida universitária encontro me perdida em pensamentos que vao desde esforçar-me ao máximo para fazer novas amizades e não fazer nenhum esforço, manter uma atitude distante. Acho que estes sentimentos estão todos relacionados: não quero voltar a apegar-me a uma pessoa que depois posso perder, mas depois sinto me sozinha e tudo o que quero é um abraço, alguém que me diga que me compreende, mas depois olho à volta e estou completamente sozinha, sozinha com o meu cão (a quem me consegui apegar porque nunca me irá dizer coisas que me magoem).
"You will be shocked when you discover how easy it is in life to part ways with people forever. That’s why when you find someone you want to keep around, you do something about it."Terminei esta minha reflexão com esta frase propositadamente. O facto de me sentir sozinha não tem de me causar a sensação de culpa de me ter afastado dos meus amigos (ou pelo menos, não deveria ter). Estou sozinha, mas no fundo sei que estou melhor sem eles.
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