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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

O melhor do verão

Apresento-vos o verdadeiro Caramelo. Ele sofre nas minhas mãos!
Não há nada melhor do que as madrugadas de verão passadas na minha cave com o meu cão. Sozinha, sem falar com ninguém durante horas, envolvida no silêncio da minha casa. Por vezes, vou à varanda onde admiro a minha cidade: não parece tão detestável à luz da Lua.
O verão está a acabar e estou ansiosa para começar a minha vida universitária, mas estes momentos vão deixar saudades. Oh Caramelo, como é que eu vou estudar sem ti? Quem vai ser a minha almofada para ver filmes? Só tu me consegues acordar do meu sono pesado com essas lambidelas adoráveis. Vou sentir tanto a tua falta..

Update: O Caramelo roeu-nos o pneu do carro esta noite. Até destas inspecções matinais pelos sítios da casa onde ele tem acesso, vou ter saudades!

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Sinto-me sozinha, rodeada de pessoas que pouco ou nada significam para mim. Quem eu queria que gostasse de mim, cada vez parece ter menos interesse na minha pessoa. Já nem me dá vontade de falar a maior parte das vezes. Sinto que falas comigo por obrigação, neste momento. As palavras ternurentas que trocámos, já não me soam sinceras.
Nos últimos dias não tenho andado bem. Olho-me ao espelho e tudo o que sinto é nojo de mim própria. Ando apática, divagando em pensamentos que me incomodam profundamente. Tento distrair-me e resulta, mas mal tenho um segundo a sós comigo própria, sinto-me mal. Se me perguntassem o que se passa, eu mal saberia responder. Simplesmente sei que não estou bem, que me sinto sozinha, que quero um abraço bem apertado.
E eu tento convencer-me que ainda há pessoas que se importam, mas não é isso que sinto. Não que a culpa seja deles, eu afasto-os também através das minhas atitudes. E com o verão a passar, aproxima-se a universidade. Duvido que alguém sentirá a minha falta. Abraço o meu cão. Acho que vais ser o único que vais sentir a minha falta, pequenino. 

terça-feira, 27 de maio de 2014

Se pudesses transmitir uma mensagem à tua pessoa daqui a 20 anos, o que dirias?

Fiz este exercício hoje na escola e achei bastante engraçado. Apesar de ter respondido em tom de brincadeira, fez-me pensar sobre aquilo que eu realmente iria querer dizer a mim mesma, aos 38 anos. 

Espero que estejas bem e numa fase bem melhor do que a minha atual. Espero que estes meus pensamentos de adolescente de 18 anos, de que os 12 anos de escola serão os piores da tua vida estejam certos, e senão, que tenhas forças para continuar. Com certeza já perdeste pessoas pelo caminho, espero que consigas lidar melhor com elas e que isso não te impeça de fazer novas amizades, como tem acontecido até agora. Aliás, espero que consigas ter amizades. Com 38 anos gostaria de estar a viver numa cidade grande, a trabalhar num hospital como enfermeira, a viver completamente independente da minha família e quem sabe ter filhos (adoptados). Sei que estes são os meus sonhos de 18 anos, mas que com o tempo tudo pode mudar. Independentemente de atingires estas metas ou não, espero que estejas feliz com o que tens. Que em 20 anos te tenhas aprendido a libertar mais, a gostares mais de ti e principalmente a ignorar o que os outros pensam. Mesmo que sintas que estás muito aquém dos teus projectos, lembra-te que tentaste com toda a tua força atingi-los (sempre fomos muito determinadas, espero que não tenhas estragado isso pelo caminho!) 
Vá fica bem e se te tiveres esquecido, aqui tens algumas pessoas que eu quero que relembres, porque sim, valem a pena relembrar: o Caramelo, a tua psicóloga e a enfermeira do Magalhães Lemos.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Caramelo, o que faria sem ti !?


Hoje fui a pé até à escola ver as notas e a meio do caminho liga-me o meu pai a dizer que o Caramelo ( o meu cão) tinha desaparecido. Fiquei desesperada, a ideia de nunca mais o ver ou de ele estar a sofrer (há muitos cães nas redondezas e ele ainda é novo) ou de ser atropelado só me dava vontade de chorar. 

Em situações de crise eu tenho sempre uma atitude racional e desta vez não foi diferente: comecei por ligar à minha mãe (que não estava em casa, mas que como tinha o carro podia ser útil a encontrá-lo) e dirigi-me para casa o mais depressa que podia (a minha casa fica num monte, acho que nunca o subi tão rápido xD). Quando cheguei a casa ele já estava no jardim a sorrir e mal me viu ficou numa felicidade incrível. Aparentemente foi atrás de mim e como não me encontrou voltou sozinho para casa.
Quando cheguei devia te-lo posto de castigo, mas não resisti: abracei-o e com lágrimas nos olhos disse-lhe "Bebé, estava tão preocupada..". Depois lá o pus de castigo preso na garagem, mas passado 15 minutos fui buscá-lo, não aguentei. Como vim a correr estava cansada e então adormecemos os dois no sofá. 

Caramelo, o que fazia sem ti !?